domingo, 18 de outubro de 2009

A mansão - Capitulo Quatro: Corpos sem destino

O relógio estava correndo, e ele sabia que não podia ficar ali parado. Aos poucos, ele se acostuma com a cena que presencia, pensando que, dali para frente, não deveria ser muito diferente... Recuperando a coragem para caminhar, passo a passo retoma o seu caminho. Ele segue a passos rápidos para tentar achar a saída daquele lugar. Se é que havia uma.
Vindos do nada, Matheus ouve passos. Ele se vira, mas nada vê. Mais alguns passos, agora se podiam ouvir curtas respirações, que pareciam ofegantes. O barulho aumenta, a fonte do tal respirar se aproximava. Ao virar uma curva dentro de um novo salão ele tem sua resposta ao que provocava aquele barulho. Por mais inacreditável, mais incrédulo, e mais impossível… Eram corpos que caminhavam, “famintos por cérebros”… Eram zumbis. Olhando melhor, Matheus percebe que eram os mesmo corpos que estavam presentes na sala anterior. Como eles tinham ganhado vida? Ou melhor, eles já estavam vivos?
“Isso está ficando cada vez mais estranho… Impossível!” – Pensa Matheus.
Os zumbis se aproximavam, o mais rápido que conseguiam. Sem demora ele se apressa a seguir adiante, correndo o máximo que pode, aliás, mais que isso, correndo mais do que podia, pois era sua vida que estava em jogo. Os zumbis pareciam famintos, e Matheus era o prato principal. O garoto agarra em tudo o que encontra pelo caminho, as jogando no chão, tentando dificultar o caminho. Relógios, armários, tudo… Mas nada os deteve. Os zumbis estavam em seu encalço. Ele segue, até que... ele volta para o local onde estava antes, perto do hall de entrada. Olhando para os dois lados ele vê não vê salvação, não havia nada para escapar. Era apenas ele e os zumbis. A cada batida do seu já aterrorizado coração, mais perto ficavam os zumbis. Então ocorre o inevitável encontro. Eles estão frente a frente agora. Quem iria vencer? A resposta é obvia, certo? Errado. Os zumbis o cercam. Esquivando de um golpe lento, Matheus tenta fugir pelo meio dos zumbis, descobrindo que não era possível… Eram demasiados. Um deles tenta agarrá-lo, mas falha. Matheus não tem como fugir, mas parecia que o destino estava a favor dele. Quando eles se preparavam para deliciar o seu belo “porcão”. Matheus vê um buraco no chão parecido com o que tinha no teto. O buraco dava em algum lugar no porão, era o único lugar para fugir. Matheus então pula, era uma boa altura, ele cai sobre caixas, enquanto isso os Mortos-Vivos ficavam olhando pelo buraco, mas por causa da suas deficiências físicas, alguns sem pernas, outros sem braços, eles não pulam. Mais um desafio vencido, mas até quando ele conseguirá escapar? O que o garoto encontrará no porão?

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