sábado, 10 de outubro de 2009

A mansão - Capitulo Três: A Fera

Matheus começa a andar por um corredor. O silencio paira no ar e tudo parecia tranqüilo. Ele segue seu caminho só com um objetivo em mente. SOBREVIVER. De repente Matheus escuta o que parece ser o barulho de algo grande batendo e raspando na parede. Ao olhar para trás ele nada percebe, mas depois de alguns passos tornando a olhar de volta ele se vê cercado por um animal grande.
Seus olhos vermelhos, pelos compridos, seu rosto tinha uma grande camada de sangue seco, orelhas pontudas, sua boca salivava bolhas brancas e sangue pingavam como água. Com dentes ameaçadores e pontudos o ameaçava. Suas unhas eram gigantescas e aparentemente afiadas parecendo mais com garras. A fera ficava em uma posição quadrúpede, e inclinado para frente estava pronto para o ataque.
Ele estava avançando pra cima dele. Sem muito tempo para pensar ele faz a única coisa que podia. Correr...Ele corre, seu coração batia acelerado, enquanto ele lutava por sua vida. A Fera estava cada vez mais perto. Até que ele chega ao fim do corredor. Não havia mais pra onde ir. A Fera estava avançando. Matheus fecha seus olhos, esse seria seu fim. Quando ela se aproxima para dar o bote final que mataria o garoto as luzes do local se apagam. Matheus sem entender e ainda de olhos fechados percebe que as luzes do local novamente se acendem, o barulho da Fera respirando fundo e ofegante parecia ter silenciado. Então, ele abre seus olhos e tem uma surpresa. A Fera havia desaparecido. Será que tinha sido sua imaginação? Uma coisa da sua cabeça?. Depois que as luzes se acendem uma nova porta surge, como que por magia. A porta de madeira, pintada de vermelho, tinha um ar encorajador.
“O que é essa porta? Como ela apareceu aqui? Eu tinha certeza de que isso não estava aqui antes”.
Infelizmente, ele não tinha muito tempo para tentar entender a situação. Era vida ou morte, não tinha tempo de pensar em “mistérios”. Segundo o vampiro, tinha apenas três horas… 180 minutos. Relutante se devia entrar ou não, ele opta por abrir a porta, tamanha era sua curiosidade. Antes não o tivesse feito... Ao entrar naquela porta ele se depara com uma sala de decoração pitoresca. O cheiro que preenchia o local era fétido, e, ao olhar para as paredes, Matheus se depara com vários corpos suspensos. Muitos estavam em processo de decomposição, outros ainda tinham sangue pingando. Alguns tinham partes faltando ou com ossos expostos. Tinham corpos amarrados com Arame, pregos, ou correntes. Todos Mortos. Uma cena terrível de se ver. O garoto, paralisado diante de tal cena, ficara alguns momentos apenas parado naquele local, que mais parecia uma carnificina. Que tipo de maníaco era esse Lord Christopher…? Matheus estava tentando entender, mas nada parecia ser certo… A não ser que “eles” existiam. Os vampiros.

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