A paralisia que antes cobria Matheus desaparece. Ele sabia que deveria correr, mas o problema era para onde. Seguindo seu instinto ele corre para a porta por onde tinha entrado, mas ela se fecha antes mesmo dele passar.
– Hahaha...Terá que ser mais esperto se quiser me vencer.
Sem escolha ele começa a correr pelo salão, tentando escapar. A vampiro segue logo atrás. Matheus encontra uma mesa num canto e tenta se esconder debaixo dela. O vampiro se aproxima e com sua força descomunal arremessa a mesa para longe. Matheus está assustado e encolhido, ele core novamente com o vampiro em seu encalço.Para tentar evitar o avanço do vampiro ele tenta arremessar objetos da sala para retardar o ataque. Infelizmente nenhuma de suas tentativas tem sucesso, pois o homem sequer sofre algum arranhão. Matheus tentando encontrar uma forma de escapar, até que encontra uma faca no chão e a arremessa. A faca vai de encontro ao corpo do vampiro e o acerta em cheio, mas quem disse que isso o fez parar? Olhando a faca em seu corpo o homem apenas a retira e o ferimento provocado é instantaneamente curado. O homem observa a reação de descrença por parte do jovem.
– Seu tolo...Pensa que essas coisinhas vão me ferir? Parece que não conhece sobre vampiros. Apenas uma cruz ou estaca seria capaz de matar. Coisa que você não tem em mãos pelo que vejo. Hahaha...
Encurralado Matheus fica sem reação, mas sabia que tinha uma arma contra o vampiro. O homem se aproxima dele. Ele vem depressa e tenta apanhar o jovem. Mas Matheus pula para o lado e sai correndo em direção ao segundo andar da casa. O homem se vira rapidamente e antes que Matheus começasse a subir a escada o vampiro arremessa um vaso médio, o vaso acerta Matheus. O garoto cai no chão, a perna dele estava doendo muito.
– Agora chegou a sua vez de morrer. – Chegando cada vez mais perto e vendo Matheus no chão.
Matheus então se levanta, com uma mão na perna para tentando amenizar a dor, ele corre, mas agora em direção ao buraco que tinha pulado anteriormente. Ainda bem que os Mortos-Vivos não estavam mais lá. Pulando mesmo com uma perna machucada Matheus sabia que não era momento para sentir dor. Ele tinha que continuar, ao pular ele cai no chão, pois não conseguiu aguentar o impacto com uma perna só, já que a outra perna estava doendo demais para tentar amenizar o impacto. Felizmente, Matheus logo se levanta. Olhando para cima, vê o vampiro à beira do buraco.
– Então você acha que pulando em buracos assim, vai poder se esconder de mim?
O homem pula para dentro. Sua capa balança com o vento que faz no pulo, seus dentes estavam grandes, seu olhar ainda estava vermelho e sua boca com sangue da mulher que havia sido sugada. Naquele lugar Matheus estava em vantagem, mas parecia que o homem não se lembrava do que existia lá.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
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