quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A Mansão - Capitulo Cinco: Medo

Ao cair no porão, o garoto tenta se levantar. Aos poucos vai recuperando seus movimentos. Ainda bem que o buraco por onde tinha caído não era fundo muito fundo. O local estava inicialmente escuro, Matheus tateia as paredes em busca do interruptor encontrando-o facilmente. O lugar não tinha nada de especial, exceto por uma pequena cripta ao fundo e uma caixa com cruzes. Matheus se sente tentado a ir até a cripta. Parecia estar sendo chamado. Sem pensar ele começa a se aproximar da cripta. Passo por passo ele chega mais perto. Uma estranha energia parecia atrai-lo. Quando finalmente chega Matheus descobre que aquela cripta é na verdade a morada do vampiro. Sorte a dele que o vampiro não estava lá. Mesmo assim parecia que ela guardava a presença do vampiro nela, porque mesmo sem ele estar presente a cripta ainda emanava sua energia de atração. Esta deve ser outra forma dele conseguir suas vitimas. Antes de sair, Matheus abre a caixa com varias cruzes.
– Ele deve guardá-las, para que ninguém possa pegar. – Pensa alto.
Matheus então pega rapidamente uma cruz e coloca na cintura. Ele permanecia distraído com a cripta, quando, escuta um grito desesperado de uma mulher. Ele pensa por um momento se deveria ajuda-la, pois poderia ser uma armadilha, mas acaba optando por ir. Afinal, não iria deixar uma mulher nas mãos daquele monstro. Ele sobe as escadas do porão, novamente as contando, aquilo parecia ser a forma que ele encontrou de esquecer seu medo. Um...Dois...Três..Cinco..Dez...Doze...Treze. O décimo terceiro degrau era o último. Novamente treze degraus. Será que isso representava algo? Pode até ser, mas não era hora para pensar besteiras. Matheus tinha um objetivo a cumprir.
Ele chega ao fim da escada, leva a mão à maçaneta e a abre avistando uma cena terrível. Ao sair do porão e colocar seus pés na sala se depara com o vampiro tendo uma mulher em seus braços, encurralada. Os dentes dele estavam à mostra, enquanto acariciava gentilmente o pescoço da jovem.
– Então nos encontramos de novo. Que bom que chegou, assim poderá assistir de camarote a morte dessa jovem. – Fala o Vampiro.
– Não...Por favor...Não... – Gritou a jovem.
– Fique quieta, quer morrer mais cedo?
Matheus tem vontade de ajudar a jovem, mas algo o para. Suas pernas...Aquela sensação de novo...Elas estavam novamente paralisadas...Ele não conseguia se mexer e o pior teria, que assistir aquela cena cruel. O vampiro ia mesmo matar a jovem?
– Bem vindo ao meu mundo. Nem perca tempo tentando sair, pois você não conseguirá. É minha hora de diversão. Você assistirá a morte dela sem poder fazer nada para me deter.
Enquanto fala isso o vampiro ajeita o pescoço da jovem, mostra seus dentes e parte com eles para dar sua mordida fatal. Matheus apenas observa, impotente. O vampiro se delicia sugando vagarosamente o sangue da jovem matando-a aos poucos. Após terminar seu banquete, ele a joga para o lado e olha para Matheus.
– Bem, chegou a sua vez agora. Que comece o jogo! – Grita o monstro.

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