Ele ouve um riso demoníaco, vindo metros à sua frente. Olhando para lá, via um homem magríssimo, envolto numa capa, com um olhar maligno.
– Hahaha... Para quê sair, se a comida vem até mim...?
Matheus, instintivamente, se vira, começando uma fuga desesperada. Para trás, para o portão, para o grupo. RÁPIDO. Pouco depois de ouvir o ser falar, ele notara um baque... A porta tinha se fechado. Segue a uma velocidade fora do normal, enquanto o homem apenas observava. Porque tal atitude? Pouco se importando, Matheus apenas queria chegar à porta. Chegando lá, imediatamente leva as mãos à maçaneta. Por uma ironia do destino, a frágil porta não abria mais… Por mais que ele batesse contra ela, parecia que tinha arranjado uma resistência sobre-humana. Quando o pânico começa a invadi-lo, ele encara a janela… Poderia ser a sua escapatória. Correndo até ela, esperançoso, abre as grandes janelas de vidro… Mas, novamente, além dos vidros, ainda havia grades presentes… No momento, o que poderia servir para escapar acabou sendo mais um fator para prendê-lo. O homem decide quebrar o silêncio.
– Bem vindo, jovem. Não é habitual ter visitas, você sabe… Mas é claro, não desperdiçarei esta oportunidade. – Ele sorri, sadicamente.
– Q..Quem é você?
– Me chamo Lord Christopher… e você é a minha presa.
– Presa?
– Ainda não entendeu, humano? Então, me dê o prazer de lhe mostrar.
Subitamente, o que antes aparentemente era um humano, transformara-se perante Matheus. Os seus olhos cor-de-avelâ tomaram uma tonificação avermelhada. Os seus dentes caninos cresceram, fazendo como que ele adquirisse uma forma monstruosa.
–Mortal.... Consegue adivinhar o que eu sou agora? – O estranho ser sorria para o garoto.
– Um v… Vampiro?
– Muito bem! Devo agradecer a Hollywood, pela razão que as presas PELO MENOS sabem o que eu sou…
– Você… ia me… vai me… matar? – O medo presente na voz de Matheus. O humano, encostado à parede, mau via o seu predador, de vista ofuscada.
– Hmm… Ainda não. Gosto de brincar com minha comida primeiro, se me entende. Huahahaha... Eu lhe darei uma chance de sobreviver, escapando de mim. Que eu sou uma pessoa muito amigável, como deve ter notado… Você tem três horas. Começando...Agora!
Matheus, ainda estupefato com a situação ocorrida, apenas reage pelos seus instintos, correndo contra a porta, tentando a quebrar. O seu tempo estava sendo contado e não poderia ficar parado ali.
– Já agora, mortal… Como se chama?
– Ma… theus.
– Bom, “Matheus”, era para avisar que essa porta não abrirá, até que você me mate… Mas pode tentar abri-la o quanto quiser. Afinal, as três horas são suas. Te espero “lá em cima”…
Com um estalido, o vampiro desaparece. Visualizado por uma sombra, Matheus nota que o tal ser está no topo do “castelo”. Ele fará de tudo para salvar sua vida, mas será que conseguirá?
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