sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A Mansão - Capitulo Um: Treze degraus

Sexta-feira Treze. Por baixo daquela lua cheia gigantesca, quatro amigos se encontram. Dentre os quatro, Ricardo de quinze anos é o chefe, de estilo mandão, conseguindo assim exercer grande influência sobre os demais. Por ser o mais velho, ninguém se atrevia a tentar obter a liderança. Lucas e Marcos, ambos de catorze anos, não têm opinião própria, sendo assim facilmente controlados pelas ideais de Ricardo. Eles são tão controlados por Ricardo, que praticamente são os seus seguidores. E por último temos Matheus, com treze anos. Ele é o novato da turma, e por tal razão, o resto do grupo sempre o sobrecarrega com trabalhos medíocres.
O quarteto decide dar uma volta, sem nenhuma razão em concreto. Até que chegam a uma certa rua. Esta se intitulava por Elmer. Muitos rumores de aparições se ouviam sobre este local. Como não acreditavam em tais crenças, Ricardo, Lucas e Marcos continuavam por esta rua. O grupo reagia normalmente exceto Matheus, pois seu olhar se perdia pelos becos sem fim, ou pelas grandes árvores que tapavam a rua da luz da lua, dando assim um aspecto cruel a rua. Pouco tempo se passa, até que eles se encontraram à frente de uma mansão de construção descascada. A pintura caía, dando um ar de mansão assombrada. Sabendo o medo que Matheus sentia, Ricardo logo fala:
– Matheus…
– P… Pois não?
– Duvido que você tenha coragem para entrar nesse lugar.
– Entrar? Porque eu.. Porque eu deveria fazer isso?
– Para quê tantas perguntas? Faz o que eu estou falando. Ou você tem medinho?
– Pelo que parece. Medroso, medroso. – Falam Lucas e Marcos, debochando do medo
de Matheus.
– Medroso, é? Veremos.
Matheus abre o portão da casa, passando pelo jardim mal tratado, repleto de ervas daninhas. Subindo os pequenos degraus de mármore, o garoto se depara com uma porta de madeira, aparentemente pouco resistente. Se Matheus soubesse o que havia depois daquela porta… Correria pela sua vida, aterrorizado. O mais rápido possível, sem olhar para trás, sem parar, pouco se importando se os três garotos debochariam ou não dele… Se soubesse que ia encarar o próprio inferno… Engolindo em seco, ele toca à porta. Com um rangido, a porta se abre. Matheus, aflito, dá uns tímidos passos em sua frente. Uma grande escadaria, presente no fundo do amplo espaço, parecia estar a chamar o jovem, a enfeitiçá-lo, a tentá-lo… Até o desejando… Tentando desviar a sua atenção da escadaria, Matheus olha em volta. A mansão, feita de madeira, já fora apodrecida pelo esfaquear do destino. Podiam se ver algumas madeiras quebradas em duas, um buraco enorme no teto, e algo que aparentava ser sangue podia ser visto como enfeite de parede. Tentando desviar a atenção do que poderia eventualmente passar, Matheus se dirige para a grande escada de madeira, ao fundo do gigantesco "hall" de entrada. Afinal, agora que já tinha entrado no local, não podia voltar atrás…
Pousando a mão no apoio, ele começa subindo, à velocidade de um caracol, tal era o desejo dele de subir. Com a intenção de se distrair, começa contando cada degrau que passa.
– Um... – O suor escorria pelo seu cabelo.
– Dois... – Matheus rezava que a mansão tivesse realmente vazia...
– Três... – O suor já chegava ao seu pescoço.
– Quatro... – O frio suor que escorria por ele foi o necessário para sentir um arrepio...
E assim foi. Cinco.. Oito.. Dez... Quanto mais subia, mais alto podia se ouvir o rangido de seus pés. Até que Matheus chega ao décimo terceiro degrau. Chegando a este número, algo fora do normal estava para acontecer.

Conto em processo

Olá pessoal do grupo. Estou produzindo um material que gostaria que avaliassem. Vou posta-lo aqui. Leiam e confiram. Sugestões são bem vindas. Espero que vocês gostem.

Abraços...

By

God.